Apresentando Dois Filmes no Festival de Filme sobre Arte

Eu estava à procura de aventura outra vez e felizmente que o Festival de Filme sobre Arte está aqui em Montreal até ao 29 de março, 2026. Fui ao Cinema do Museu duas vezes para ver dois filmes e quero saber mais sobre ele, pois a experiência é tão acolhedora que dá vontade de voltar.
O primeiro filme foi “L’Oeuvre invisible”, um filme de Avril Tembouret e Vladimir Rodionov sobre Alexandre Trannoy, um cineasta com 30 anos de carreira que não possui nenhum filme concluído. O diretor Vladimir Rodionov, quis explorar a linha entre a realidade e a natureza da criação.
Deixei a sala com muitas perguntas enigmáticas como a importância de ter acabado qualquer coisa? A minha vontade de criação como artista e professora. Muitas vezes começo uma arte e não acabo, outras vezes começo a arrumar a minha roupa lavada e acabo por passear a minha cadela em vez de acabar o que eu comecei.
Agora temos, nomes para o problema de não poder se concentrar numa coisa. E, felizmente que a modernidade tem maneiras de ajudar com esse problema. Mas quero saber se de facto, é mesmo um problema?


Olha o Trannoy não acabou nenhum filme e hoje estão a falar sobre a sua maneira de ser e o seu carácter. Acho interessante a conversa de hoje sobre as maneiras diferentes de ser e a importância de viver e de se respeitar uns aos outros.
Gostei também do filme sobre Tina Modotti; “Tina: Art, amour et révolution” da Daniela Mujica. Um documentário sobre uma mulher que eu não conhecia, mas que deixou um sabor delicioso de quero mais, para descobrir a vida dessa grande mulher dos anos 1930.
Aprendi que foi ela que apresentou a Frida Khalo ao Diego Rivera. Também adorei saber que ela não consegue separar a arte da sua maneira de viver e que ela foi a primeira modelo a posar nua, quando o realismo comandava a vida dos artistas da sua época. Ela nasceu na Itália em 1896, em uma família pobre e cuidava dos seus irmãos.
Em 1913, ela foi viver para a America com o seu pai e a sua irmã.
Mas é importante mencionar que o seu pai já vivia em San Francisco.
Ela viajou sozinha. Ela partiu de Genoa a 24 junho e chegou a 8 de julho de 1913.
Ainda hoje, uma mulher não pode viajar sozinha para todos os lugares do mundo com segurança. Imagina, em 1913!
Ela teve vários namorados em vários países, ao longo da sua vida. Mas esses amantes sempre se alinharam com uma visão da esquerda política e comunista.
Acho impossível viver o amor sem partilhar os mesmos valores e ela vivia a sua vida através da sua arte.
Vi-me nesta grande mulher que achou o prazer na simples coragem de ser; rodeada de amor e da revolução politica que é viver a liberdade à sua maneira.
Ciao Andorinhas livres.

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