Acho importantíssimo falar esta semana sobre o Festival International de Portugal, organizado pelo Joe Puga e apoiado amavelmente pela comunidade lusófona aqui em Montreal. Eu, tristemente, não pude ir presencialmente à inauguração dessa festa, mas assisti através do livestream, o que me deu a oportunidade de realmente participar de uma maneira interessante.
Também fui convidada a participar na exposição de arte e letras organizada pela Maria João Sousa e espero ver-vos lá para celebrar a arte num local especial e que tem muita significação para a nossa comunidade, a Missão Santa Cruz. Já tenho vontade de ouvir a banda tocar na procissão e de ver as luzes à noite que vão iluminar um edifício religioso que nos junta a todos felizmente.
Vi o PS Lucas, que começou a inauguração da festa em Laval através do livestream, e também fui, pessoalmente, conhecer o PS Lucas na Casa del Popolo, na segunda-feira, 16 de março. Quando eu cheguei, a sala estava cheia de portugueses importantes da nossa comunidade que se dedicam à promoção da nossa cultura aqui em Montreal.

Acolheram-me também carinhosamente e sentei-me entre Henrique Laranja, Joe Puga e outros nomes importantes da nossa comunidade. Glória Sousa também lá estava, e claro a inesquecível Joaquina Pires, com ideias de projetos futuros nos quais entende colaborar e que tanto gosto de descobrir.
Não é a primeira vez que conheço certos “stars” da nossa comunidade, apenas para ser bem recebida com o carinho e a classe que só os portugueses sabem oferecer.
O PS Lucas, dos Açores, está a fazer uma tournée musical canadiana com a sua música em Ottawa, Toronto e aqui em Montreal. Passou pela inauguração do Festival International de Portugal e estará de volta em julho presencialmente, entre outros artistas, para comemorar a nossa cultura e promover a sua música moderna e acústica no Festival International de Portugal.
Quando PS Lucas tirou a guitarra e cantou em inglês e em português, não se ouvia uma palavra do público, porque ele tem uma presença calma e um respeito pela música que faz com que a audiência não queira perder um toque de guitarra ou uma explicação inédita da sua arte.
As suas cantigas foram bonitas, também melancólicas na sua maneira de falar sobre um coração partido. Falou sobre o fado triste e cantou canções em português e em inglês, bem como cantigas mais felizes que falavam de amizades nos Açores.
Já passei várias noites nesse bar na St. Laurent, mas naquela noite foi especial, porque PS Lucas conseguiu unir figuras da nossa comunidade num bar, numa segunda-feira, onde percebemos todos como é o Canadá nas noites de inverno frio. Não há muita vontade de sair e viver a noite.
Mas a importância de promover o talento da juventude lusófona estava presente nessa noite e, juntos, podemos garantir que passamos as nossas tradições importantes para o futuro, que está sempre a transformar-se e a evoluir, como nós.
