École Sportive Montreal Canadá! Remate certeiro antes da viagem rumo a Espanha para competição internacional…
Havia algo no ar naquela noite que não se explicava apenas com palavras. Talvez fosse a energia de cerca de mil pessoas reunidas (atletas, famílias, amigos, staff, imprensa e até jogadores profissionais) todos unidos por um mesmo sentimento: pertença.
Eu estava lá!
Vi!
Senti!
Vivi cada detalhe!

Logo à entrada, percebia-se que não seria apenas mais um evento. A sala “Renaissance”, engalanada com um cuidado quase cerimonial, recebia-nos como se cada um fosse convidado de honra. E, de certa forma, éramos mesmo. Um “flute” de boas-vindas com e sem álcool, pensado para todas as idades marcava o início de uma noite que prometia ficar na memória.
E cumpriu!
Os anfitriões não se limitaram a organizar… Estavam presentes de verdade. Recebiam cada pessoa individualmente, olhavam nos olhos, sabiam nomes, histórias. Não era protocolo, era genuíno.
A animação não tardou a ganhar corpo. O DJ Alar e o Grupo Arena trouxeram ritmo, vida, emoção. Entre a apresentação das equipas e a premiação individual dos atletas, não houve um momento vazio. Tudo pulsava; Tudo fazia sentido.
À mesa, o cuidado mantinha-se. Uma decoração elegante, pensada ao detalhe, acompanhava um repasto de qualidade exímia. Nada faltava. Pelo contrário, tudo parecia escolhido com intenção. Os vinhos, de castas italianas, branco e tinto, acrescentavam camadas à experiência. Havia inspiração em cada gesto; em cada sabor; em cada conversa que surgia espontaneamente entre brindes.
Mas houve algo que, para mim, se destacou de forma particularmente simbólica. Quase toda a sala “empunhava” cartazes com logótipos que, mais do que marcas, representavam Portugal. Um tecido empresarial português presente, visível, comprometido. Uma rede de parcerias que demonstra que, mesmo longe, a identidade se mantém viva, forte e solidária. Foi impossível não sentir orgulho.
E, ao mesmo tempo, surgiu uma reflexão inevitável: como seria ainda mais poderoso se essa mesma representatividade se refletisse também no número de atletas? Se o campo tivesse a mesma força que a plateia? Fica o pensamento, não como crítica, mas como horizonte. Incentivem os vossos filhos a praticar desporto.
Enquanto tudo isto acontecia diante dos nossos olhos, algo igualmente impressionante acontecia nos bastidores, ou talvez nem tanto nos bastidores. Havia uma equipa de imagem absolutamente maravilhosa. Em tempo real, cada momento era captado, tratado e partilhado. Quase sem darmos conta, já estávamos a reviver o que ainda estávamos a viver, em todas as plataformas.
Isto não acontece por acaso.
Há um espírito de equipa raro neste projeto. Uma engrenagem afinada onde cada elemento sabe o seu papel e o executa com rigor e paixão. É justo, por isso, enaltecer quem trabalha para que tudo pareça simples, quando na verdade é tudo menos isso. A quem está atrás das câmaras, dos ecrãs, dos cabos, dos detalhes invisíveis, o meu reconhecimento.
E também um agradecimento sincero à equipa técnica, que garantiu as condições necessárias para que o nosso trabalho pudesse ser realizado com a qualidade que o momento exigia.
Mas, mais do que a estética ou a organização, havia pessoas. Histórias. Sonhos.
O “Todo” estava ali.
Crianças, jovens, meninas e meninos, homens e mulheres, todos carregando expectativas que, já no próximo mês, atravessarão o oceano rumo à Europa. Mais de cinco mil milhas de distância, levando consigo o futebol canadiano jogado de forma multicultural, e trazendo de volta algo que não cabe em malas.
Memórias!
… E uma palavra. Apenas uma.
Saudade!
No centro de tudo isto, uma presença constante. José Luís Timóteo. Um português que, em cada missão, eleva a sua pátria. Vi-o em todos os momentos, discretamente essencial, como quem constrói sem precisar de palco.
E, como tantas vezes acontece com os grandes, não está sozinho. Por detrás, ou melhor, ao lado está uma Mulher “GIGANTE”. A Carolina. Cúmplice, presente, parte indissociável de tudo isto. O que ali vi foi mais do que organização: foi parceria; foi visão partilhada; foi algo que vai muito além de um casal comum.
Foi legado!
… E eu estive lá para testemunhar.
Obrigada a esta equipa no seu todo!
Obrigada, José Luís Timóteo!
