Há uns seis dias, Sousa Moreira, na CNN Portugal, operou uma fabulosa entrevista ao nosso Major-General Agostinho Costa, ao redor da alegada ameaça do Irão à vida de Donald Trump, apontada pela israelita MOSSAD. E então, Sousa Moreira perguntou ao nosso militar o que pensava sobre esta intenção do Irão, no sentido de assassinar Donald Trump.
Naturalmente, o nosso Major-General respondeu por via do naturalíssimo modo: quem tem o hábito de assassinar dirigentes políticos são os Estados Unidos e Israel. E completou a sua explicação com o facto de tal conversa apenas ser vantajosa para os interesses políticos de Israel, que se constituem em impedir um qualquer acordo dos Estados Unidos com o Irão.
Infelizmente, Donald Trump, mais uma vez, deverá ter caído na casca de banana lançada por Netanyahu: partiu do princípio de que a tentativa do seu assassinato, ou mesmo a sua materialização, deverão determinar a tal destruição da civilização persa, assim relegada para a Idade da Pedra. Bom, colocou-se na posição de poder correr risco de vida…
Se, por um acaso, eu e o leitor nos determinarmos a pôr em prática um atentado à vida de Donald Trump, com ou sem êxito, de pronto a responsabilidade passará a ser atribuída ao Irão, que lá irá regressar à Idade da Pedra. De um modo simples: se assim fizéssemos, Israel ficar-se-ia a rir, depois de ter conseguido levar a sua carta a Garcia. Assim se deu, por exemplo, com o homicídio de Humberto Delgado, de pronto atribuído a ordens de Salazar, no que só raríssimos acreditaram. E também no caso dos acontecimentos com o turco Ali Agka, na Praça de S. Pedro, de pronto atribuídos à extinta União Soviética, o que se sabe não corresponder à realidade. Tudo acontecimentos a justificar uma leitura de O DESPERTAR DOS MÁGICOS.
Por fim, uma dúvida que me de pronto me surgiu: será que Sousa Moreira acredita mesmo no conteúdo da tal informação da criminosa MOSSAD?
