O Bispo dos Açores Visitou a Casa dos Açores do Quebeque – Momento Inesquecível


Por ocasião do 60.º Aniversário da Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres na Missão de Santa Cruz, em Montreal, a Casa dos Açores do Quebeque teve a grande honra de receber o Bispo dos Açores, Dom Armando Esteves Domingues, na segunda-feira, 18 de maio de 2026, acompanhado pelo Reverendo Padre Adam Laskarzewski, pároco da Missão de Santa Cruz.
Paula Ferreira, presidente da organização, proferiu um discurso de boas-vindas, na qual descreveu a história, a missão e a visão da Casa ao longo dos muitos anos desde a sua fundação, em 1978. Apresentou ainda cada um dos membros do Conselho de Administração e os voluntários presentes. Também esteve presente o Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, assim como os comendadores, Duarte Miranda e Emanuel Linhares e respetivas esposas.Sua Excelência, o Sr. Bispo, proferiu então palavras que expressavam um profundo sentimento de inclusão, proximidade, solidariedade e apreço pelo trabalho realizado pela Casa dos Açores do Quebeque e pela comunidade, tais como:
«Povo açoriano! Não é? Mas que tem tantas ligações como Casa dos Açores, também ao governo nacional, e este interesse nacional também deve orgulhar quem está aqui».
«Não sois uma comunidade esquecida… Trazeis sempre também este belo povo português e, sobre tudo, este acento açoriano que está em todos, tirando aqui uma ou outra rosa exceção, mas que está em todos».
«provavelmente uma das principais riquezas, este associativismo que os açorianos têm aqui na casa do povo mas também noutras instituições».
«… vós sois capazes the manter este Portugal vivo e presente no coração da cidade, e também no coração deste país que vos acolheu, e que vos ama, certamente, porque sois uma presença positiva».
«Vejo que vocês estão perfeitamente inculturados neste país… sabendo respeitar as leis, sabeis afirmar a identidade».
«… como Bispo, estar aqui é estar em casa. Desde que cheguei e já o disse a uma pessoa ou outra, é verdadeiramente como estar em casa… com pessoas que amam a sua terra, que amam as suas tradições, que amam a sua Fé, e que dela fazem também Bandeira».
«… gostava de agradecer, aqui, publicamente, o trabalho que o Padre Adam faz na comunidade portuguesa. Não é português mas que dá tudo, vêsse que ama a comunidade, na forma como a procura construir. Procura lidar com as diversas sensibilidades qu’existe sempre com as personalidades de cada um. Que é sempre um desafio de Pastor, que é unir».
“… mostraram nas notícias já ontem que tinhamos 4 000 pessoas na procissão e que a comunidade em geral respondeu…».
“Os portugueses the fato fazem a diferença. E o que é que faz a diferença? Culturalmente, todos são dignos, as nacionalidades presentes, o país. Mas o que é que nos faz diferentes? Estou convencido de que é este amor, chamemos saudade, chamemos tradições, chamemos devoções, é esta Fé que estrutura a vida, que nos faz estar de pé e querer também afirmar-nos, não no sentido de importância, ou de marcar espaço, mas também para construir a comunidade».
«…parabéns por esta Casa dos Açores, parabéns pelo vosso trabalho, parabéns por vocês, pelo que cada um faz. É com muita alegria qu’eu tenho estado aqui a conhecer e a perceber os dinamismos. Muito obrigado pelo convite. Eu é que me sinto muito honrado».
A visita terminou com um passeio pela sala «Espírito Santo» e pela sala de conferências e biblioteca, onde foi oferecido à Sra. Presidente um terço em memória do Beato João Baptista Machado, padroeiro da Diocese de Angra do Heroísmo desde 1876 e único beato originário dos Açores.
A Sra. Presidente agradeceu ao Sr. Bispo pelo presente comovente e ofereceu-lhe um exemplar de «O Herdeiro», de Michael Gouveia, um escritor de ascendência açoriana, acompanhado de uma dedicatória pessoal.
Após a assinatura do Livro de Honra e a concessão de proteção e bênçãos a todos pelo Sr. Bispo, um encontro convivial, à volta de um café, encerrou uma visita verdadeiramente inesquecível do nosso Bispo dos Açores, Dom Armando Esteves Domingues, à Casa dos Açores do Quebeque.
A Casa dos Açores do Quebeque ficou profundamente honrada e eternamente grata.