Prejuízos climáticos

Já expliquei muitas vezes que o aquecimento global acontece na média do ano, mas que tem como efeito colateral o aumento dos extremos, ou seja, frio mais frio e calor de fritar ovo no sol. E também extremos de muita chuva em poucos dias e mais dias de seca. Nenhuma agricultura tem futuro nessas condições, nem a sobrevivência do ser humano. Mas se o bilionário do petróleo falou que não existe, então… Não existe?
Em 2020 escrevi um artigo contando os estragos que já aconteciam. E, é claro, os desastres climáticos estão piorando, na média, só no Brasil causaram prejuízos de US$ 5,4 bilhões, cerca de R$ 28 bilhões, em 2025, conforme divulgado pela imprensa sobre o relatório da Aon, consultora de riscos e corretora de seguros do Reino Unido. O ano de 2024 continua pior, quando os eventos extremos provocaram prejuízo de US$ 12 bilhões (R$ 62 bilhões), especialmente pelas enchentes no Rio Grande do Sul, cujo plano de contingência falhou, e os estragos atingiram US$ 5 bilhões.
O ano teve desastres extensos, como os incêndios na Califórnia (EUA) em janeiro, que provocaram US$ 58 bilhões em perdas econômicas, além de US$ 41 bilhões em danos segurados, e se tornaram o evento mais caro já registrado no mundo, no país do maior negacionista.
No Caribe, apareceu o furacão Melissa em outubro de 2025 e causou um prejuízo de US$ 11 bilhões, sendo US$ 9 bilhões apenas na Jamaica. Uma análise científica do grupo World Weather Attribution apontou que as mudanças climáticas ampliaram o poder destrutivo do fenômeno, com ventos 7% mais fortes do que o esperado.
O povo, os vereadores e os prefeitos precisam pressionar seus partidos a serem protagonistas de um mundo em transformação… para pior!

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