O inverno canadiano nem sempre é leve, descoberta de festivais

Ola andorinhas livres,
Eu estou a tentar descansar estes dias e a ter prazer em fazer arte com uma aplicação chamada Procreate. Não sou especialista, mas ando a brincar — e é isso que manda no meu coração depois das responsabilidades da minha vida. Estou também a finalizar os boletins académicos dos meus queridos alunos.
Os meus pequeninos estão em exames e também a brincar, porque temos o Carnaval preparado pelos voluntários daquela minha linda Escola Bancroft. A Verónica Reis é uma força que não se esquece, porque está sempre a organizar aquilo tudo, simplesmente para dar alegria aos miúdos. Adoro a sua energia. O inverno canadiano nem sempre é leve, mas com atividades positivas encontramos e manifestamos prazer — e isso é que importa.
Gostei muito de descobrir os festivais de cinema aqui em Montreal este inverno: a Semaine de la Critique de Montréal, o Festival International de Films sur l’Art, o Filministes… entre outros. Descobri o filme La Petite Dernière, no Cinéma Beaubien, e adorei, porque falava de uma adolescente queer que se estava a descobrir como mulher e da relação com a sua mãe.
Também o filme do Nuno Pimentel, I Hear Something, no Cinema do Museu, foi um filme de que gostei muito, porque a cena falava sem humanos, sem ações… É preciso ver para perceber — como muita coisa saborosa por aí.
Agora vou com a minha filha querida à procura de sol quentinho por uma semana, mas entretanto quero convencer-vos a ir ver a Raquel Maestre com as suas amigas comediantes, como o John Cotrocois e outros, no dia 12 de março, no Théâtre Sainte-Catherine. Já fui a esse teatro ver o Mike Rita e saí de lá a rir, com as bochechas a doer de tanto rir.
Já vi a Raquel Maestre em vários palcos locais e ela impressiona todos com as suas pausas bem escolhidas e as suas piadas inteligentes. A Eve Parker Finley também é uma estrela de Montreal, para aqueles que sabem… para os outros, tenho pena.
No dia 12 de março eu vou estar lá, a rir e a falar mal daqueles que não sabem encontrar prazer na arte da brincadeira.
Ciao, andorinhas livres.

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