Blafémia: Trump É Já Um Ser Sem Limites De Qualquer Tipo


As recentes considerações de Donald Trump sobre o Papa Leão XIV mostram, de um modo definitivo, que o líder norte-americano é já alguém sem limites de qualquer tipo. Ao seu redor vão decorrendo cenas que se distribuem desde a asneira à gargalhada que vão suscitando, e em crescendo.
Objetivamente, Leão XIV, em face dos mil e um disparates políticos de Donald Trump, vem-se comportando como Pio XII não fez ao tempo de Hitler no poder da Alemanha. Naturalmente, comenta os acontecimentos do mundo, mas sempre à luz da doutrina central da Igreja Católica Romana. E tudo isto num tempo em que já se percebe, e com clareza, que nos vamos aproximando, paulatinamente, de mais um conflito mundial.
Ora, no meio de toda esta blasfémia de Donald Trump há dados que importa ter presentes. Um desses dados é o que se refere a ter Leão XIV chegado à liderança da Igreja Católica Romana graças a ter Donald Trump sido eleito Presidente dos Estados Unidos. É uma realidade, muito bem exposta em OPUS, de Gareth Gore. Simplesmente, o trabalho de Donald Trump, desde muito antes do Conclave, foi no sentido de ser escolhido o cardeal Raymond Burke, personalidade ultraconservadora, que já havia enfrentado, até onde pôde, o próprio Papa Francisco.
Também aquela obra – OPUS, de Gareth Gore – nos explica, e à saciedade, o modo como Steve Bannon pôs em andamento um mecanismo destinado a atirar pela porta fora o Papa (dito comunista) Francisco. De um modo simples: os Estados Unidos vivem a anos-luz de ser um Estado de Direito, coisa que, sendo de sempre, está hoje, com Donald Trump, a assumir uma ausência de limites nunca vista.
Muito antes de se ter iniciado o Conclave que elegeu Leão XIV, Donald Trump, com os seus principais ideólogos conservadores, deitou-se e trabalhar com os cardeais norte-americanos mais conservadores, que nunca haviam aceitado completamente o (comunista) Papa Francisco. O objetivo era conseguir um novo Papa norte-americano, mas hiperconservador, onde Raymond Burke era a personalidade mais desejada. Bom, ganharam na nacionalidade, mas perderam na escolha de um parceiro político de apoio ao expansionismo norte-americano.
Como hoje se pode já perceber, Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, transferindo a Embaixada dos Estados Unidos para esta cidade. Naturalmente, foi fingindo não se dar conta do genocídio israelita sobre os palestinos, ou sobre os crimes que continuam por israelitas sobre os palestinos da Cisjordânia. Também reconheceu os Montes Golã como território de Israel, ao mesmo tempo que agora vai aceitando, silenciosamente, as contínuas agressões de Israel ao território libanês. E, finalmente, deixou colocar os Estados Unidos sob o comando de Israel, o que conduziu à mais recente violação da Carta das Nações Unidas, com o terrível ataque ao Irão, sempre baseado em mentiras. E é bom não esquecer a presença de Netanyahu na reunião que teve lugar na Sala de Situação, em que este conseguiu manobrar Donald Trump, envolvendo-o na baralhada em que agora se encontra e para onde acabou por atirar o mundo.
Com um pouco de atenção, percebe-se que o genro de Donald Trump é judeu, tal como Steve Witcof. E judeus eram, por igual, Epstein e a sua companheira Ghislaine. A própria filha, Ivanka Trump, muito recentemente, aderiu também ao judaísmo. Disto tudo, retiro o que há algum tempo poderá ter-se dado: Donald Trump poderá ter já aderido ao judaísmo. O que explica aquela presença de Netanyahu na tal reunião da Sala de Situação.
Apoiado por judeus norte-americanos e evangélicos, ficou a faltar-lhe a parcela católica. A tal que falhou com a escolha de Prevost em vez de Raymond Burke. E depois esta coisa simples de se ver: o mundo, muito em especial, os católicos continuam perante a blasfémia, em silêncio. É olhar o céu e ler nas estrelas…