No passado fim de semana, o Clube Portugal de Montreal teve o privilégio de receber o rancho Estrelas do Norte, da Casa do Minho de Winnipeg, Manitoba.
Os 17 membros do rancho aterraram em Montreal na sexta-feira, dia 23 de outubro, e foram calorosamente recebidos por uma comitiva do Rancho Praias de Portugal, que já os aguardava com entusiasmo.
O jovem grupo de dançarinos viajou acompanhado pelos tocadores de concertina— entre os quais o senhor Luís Vicente —, pela ensaiadora Natária Melo e por dois membros da direção da Casa do Minho de Winnipeg, Henrique Silva e João Marques (que também toca concertina).
Nessa mesma noite, a sede do clube foi palco de um jantar de boas-vindas. O convívio proporcionou um excelente momento de confraternização, troca de coreografias e ensaios conjuntos entre os dançarinos e músicos de ambos os ranchos.

Para minha grande surpresa, descobri que existe uma notável comunidade portuguesa de cerca de 30 000 pessoas radicadas na grande região de Winnipeg. A cidade conta com a Igreja da Imaculada Conceição e cinco clubes sociais dedicados a apoiar a comunidade portuguesa local. Um desses pilares é a Casa do Minho, que orgulhosamente mantém um rancho típico da região de Viana do Castelo. Este ano, tanto a instituição como o seus grupos folclóricos celebraram 52 anos de existência. O rancho Estrelas do Norte destaca-se por ser composto por jovens dançarinos com idades entre os 22 e os 35 anos. Estes jovens que nos visitaram pertencem à segunda e terceira gerações de emigrantes; embora alguns tenham origens multiculturais, escolheram abraçar e honrar a cultura portuguesa. Atualmente, a Casa do Minho dinamiza no total 6 grupos folclóricos, organizados por idades.
Durante o sábado, o grupo teve a oportunidade de explorar Montreal e ficou encantado com a energia da cidade. Os jovens partilharam comigo o quanto adoraram a visita, comentando que caminhar pela zona histórica da cidade parecia uma verdadeira viagem à Europa. Tive o prazer de conversar pessoalmente com o Tomaz, a Kaitlin, a Jessica e a Maesha. Esta última confidenciou-me, inclusive, que a arquitetura dos nossos edifícios no Plateau lhe fazia lembrar as ruas de Nova Iorque.
O ponto alto da visita aconteceu durante o jantar de sábado, marcado pela atuação fantástica e colorida do rancho folclórico Estrelas do Norte. Um dos momentos mais bonitos da noite foi quando ambos os ranchos se juntaram na pista de dança para dançar uma moda em conjunto.
Aos meus olhos, esta viagem revestiu-se de uma enorme importância, pois proporcionou um valioso encontro entre jovens lusodescendentes e imigrantes de diferentes províncias canadianas. Foi uma oportunidade extraordinária para se conhecerem e partilharem este momento inesquecível.
Uma experiência que, sinceramente, esperamos que seja apenas a primeira de muitas.
