O nosso projeto, Pixelzoários, Rádio e Televisão acedeu de imediato ao honroso convite do Sr. João Duarte e da sua família, mordomos das Festas do Divino Espírito Santo em Laval, para assegurar a cobertura integral e a reportagem deste acontecimento que, para eles, representa muito mais do que uma festividade anual: é um momento único, carregado de significado, fé, tradição e identidade.
Independentemente da responsabilidade profissional que assumimos e da entrega do trabalho que nos compete realizar, sentimos a necessidade de expressar publicamente o nosso agradecimento. Agradecer a confiança depositada na nossa equipa, a recetividade com que fomos acolhidos, a forma genuína como fizeram da sua casa a nossa casa e, sobretudo, a disponibilidade permanente para esclarecer cada dúvida, cada questão e cada curiosidade que surgia da nossa natural ignorância perante alguns dos pormenores e tradições desta celebração.
Muito haverá ainda para dissecar e escrever sobre esta festividade. Há detalhes, símbolos, emoções e gestos que ultrapassam largamente o protocolo inerente ao evento. Existem histórias que merecem ser contadas e preservadas. Existem pessoas que carregam consigo o peso e o privilégio de manter viva uma herança cultural que atravessa gerações.
Entre essas expressões culturais, ficará certamente espaço para, num futuro próximo, dedicar uma reflexão própria ao trabalho desenvolvido pelo Rancho Estrelas do Atlântico. A sua atuação não foi apenas uma participação artística; foi uma afirmação da importância da preservação das raízes, da memória coletiva e da identidade de uma comunidade que continua a honrar as suas origens mesmo longe da terra que a viu nascer.
Paralelamente, não podemos deixar de louvar a ousadia e a visão dos mordomos ao convidarem a Banda Filarmónica Nossa Senhora de Fátima de Gatineau. Uma escolha brilhante. Um momento de grande qualidade e simbolismo. Merecem aplausos. Merecem reconhecimento. Merecem ouvir que foram capazes de proporcionar algo verdadeiramente especial a todos os presentes.
Ao longo dos dias, observámos também a dimensão humana desta missão. O Sr. João Duarte emocionou-se por diversas vezes. E essas emoções, espontâneas e sinceras, dizem mais sobre a importância desta responsabilidade do que qualquer discurso formal poderia transmitir. São o reflexo de meses de dedicação, de esforço silencioso e de uma profunda ligação a tudo aquilo que esta festa representa.

O mordomo de 2026 teve igualmente a sensibilidade de construir um cartaz capaz de agradar a todos os públicos, reunindo diferentes sensibilidades e gostos, demonstrando que a tradição pode caminhar lado a lado com a inclusão e a modernidade.
Mas, no final de tudo, quando as câmaras se desligam, quando os palcos se desmontam e quando as multidões regressam às suas rotinas, aquilo que verdadeiramente permanece não são apenas as imagens captadas ou as reportagens realizadas.
O que levo deste trabalho é algo muito mais valioso.
Levo o registo da união!
Levo o exemplo da amizade!
Levo o respeito demonstrado entre todos!

Levo a constante interação entre gerações, famílias, amigos e voluntários!
Levo a certeza de que estas festas continuam a ser um dos mais belos testemunhos da capacidade que uma comunidade tem de se reunir em torno de valores que resistem ao tempo!
E é precisamente por isso que acontecimentos como este continuam a ser únicos.
Porque, mais do que uma festa, representam pessoas. E são as pessoas que fazem a diferença.
