Feliz Ano Novo

Feliz Ano Novo, queridos leitores deste lindo jornal.
Tenho sentido muita positividade na minha vida nestes primeiros dias deste novo ano de 2026 e desejo o mesmo para vós, com muita saúde acima de tudo. O Ano Novo parece-me sempre uma oportunidade única para reinventar a rotina, sem grandes cerimónias nem movimentos exagerados, mas com abertura a novas direcções e variantes.
Este mundo anda a vibrar e, por vezes, até a meter medo, com políticos cheios de poder e agendas monetárias bem carregadas. Ainda assim, espero que, no dia a dia, tenhamos o privilégio de saber escutar e de sermos testemunhas da positividade que mora na simplicidade e no carinho do dia a dia. Espero, com humildade, que as minhas palavras possam inspirar através da arte portuguesa, da liberdade feminista e da cultura em Montreal.
Sem perder muito tempo, quero falar-vos da segunda edição do Festival Semaine de la Critique de Montréal, que decorre de 12 a 18 de Janeiro, no Cinéma du Musée. Este evento, concebido com a intenção de iniciar conversas e promover a troca de ideias, acolherá vários cineastas, entre eles Nuno Pimentel, de Portugal, com o seu filme Estou a Sentir Qualquer Coisa. Trata-se de uma obra que vai ao encontro da experiência humana sentida nos pequenos momentos — e também na ausência.
O filme Magellan, do cineasta filipino Lav Diaz, propõe igualmente uma reescrita da narrativa do colonialismo e da conquista europeia, revisitando o percurso dos marinheiros portugueses na conquista das Filipinas. Estes são apenas dois petiscos artísticos para vos abrir o apetite e convidar à descoberta de mais arte lusófona aqui em Montreal.
Espero que o Festival Semaine de la Critique de Montréal nos possa inspirar a ver o mundo de uma forma diferente e a criar novas oportunidades para reviver a saudade e a narrativa do passado, agora apresentadas de maneira moderna.
Ciao, andorinhas livres.

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