Agora É Que Vai Ser: Agora Com Jesus, Surgirão Vitórias Sem Limite


Completamente dentro do expectável, mais uma vez Portugal não conseguiu vencer o Mundial de Futebol de 2026. Nunca o conseguimos, nem sequer o realizámos. Dentro de quatro anos, lá chegará a vez de o fazermos, mas em parceria com a Espanha e o Marrocos, sendo que a seleção deste só ontem foi eliminada, mas por via da excecional França.
Depois do que se pôde ouvir ao redor de Torres, Carlos Queiroz, Paulo Bento e mesmo Fernando Santos – um homem a quem saiu o Euromilhões ÉDER…–, chegou a vez de ser atingido pela lusitana má-língua o nosso mais recente selecionador: Roberto Martinez. Um espanhol fino, com classe, extremamente simpático e dedicado a Portugal de alma e coração. Sem possibilidade de poder tornar-se campeão mundial desta vez, de pronto foi sendo zurzido de um modo impiedoso e moralmente discutível.
Pelo meu lado, Roberto Martinez saiu pela porta grande da dignidade, certamente cansado de um Portugal que ele tanto ama, e cuja língua dominou muitíssimo bem, embora com o expectável sotaque. A verdade é que as vitórias foram em número muitíssimo superior às derrotas e aos empates, sendo que até conseguiu vencer a LIGA DAS NAÇÕES.
Simplesmente, a experiência mostrou, e de há muito, que a nossa equipa nacional tem falta de rematadores e de marcadores com êxito. Tem uma multidão de jogadores de exceção, presentes em clubes de primeira grandeza muito diversos, mas a verdade é que, nesses clubes, não são os marcadores de serviço. E, como se sabe, só podem existir vitórias com golos marcados, e em número superior aos sofridos em cada jogo. No fundo, a seleção de futebol de Portugal mostrou um desempenho dentro do cabalmente expectável, com tudo o resto não passando de mera conversa de comentadores (ditos) especializados. Tagarelices…
Finalmente, temos aí Jorge Jesus, um treinador com um palmarés fabuloso, mas que nunca foi dado como tendo realizado um qualquer milagre. Para já, a uns dois mesitos, lá nos vai chegar a LIGA DAS NAÇÔES, prova que Portugal venceu sob a liderança de Roberto Martinez. Portanto, e no mínimo, vai agora surgir o primeiro termo de comparação: iremos voltar a vencer este torneio, mas agora sob a liderança de Jorge Jesus? E se não o vencermos? O que nos irão dizer os tais nossos comentadores (ditos) especializados? E o que dirá – e fará – a direção da Federação Portuguesa de Futebol, em caso da naturalmente expectável falta de êxito? Enfim, vamos esperar. Para já, perdi-me a rir – continuo e rir – com aquela do Jorge Jesus sobre a pestana, assim como se o jogador tivesse levado com um pau.