Há uma frase no Evangelho deste domingo, Mt 14,13-21, que nunca deixa de me inquietar: «Dai-lhes vós de comer.»
Jesus não faz surgir o pão do nada. Primeiro, detém o Seu olhar sobre a multidão e deixa que o Seu Coração se comova. Depois, acolhe o pouco que Lhe oferecem e transforma essa pobreza em alimento abundante para todos.
Talvez o maior milagre não seja a multiplicação dos pães, mas a imensidão de um Coração onde ninguém fica de fora, onde todos encontram lugar, dignidade e amor.
Hoje, peço ao Senhor que alargue também o meu coração. Que nele haja espaço para todos. Que ninguém se sinta excluído pela dureza das minhas palavras, pela indiferença dos meus gestos ou pelos limites da minha capacidade de amar. Que o meu coração aprenda a parecer-se com o de Cristo, que seja um coração que acolhe sem perguntar, que perdoa sem exigir, que reparte sem fazer contas e que descobre que o amor, quando se oferece, nunca se esgota.
Ó Mestre, ensina-me a olhar antes de julgar, a escutar antes de responder e a abraçar em vez de afastar.
E quando o meu coração se tornar pequeno, endurecido ou indiferente, acolhe-o no Teu, onde há sempre lugar para mais um, onde o amor nunca se cansa e a misericórdia nunca conhece o fim.
O Teu e o Meu Coração…
