Coisas do Corisco

Caros leitores do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, vou falar-vos dos Açores e das suas maravilhas.
Mas, antes, queria falar do nosso querido Padre José Maria. Fez anos há um dia destes e nunca me lembro de um sacerdote ter passado por Montreal e deixado tão lindas recordações.
Voltando às muitas maravilhas dos Açores… uma delas é o nosso sotaque, a maneira tão linda e original como, em cada ilha, se fala a língua de Camões, portuguesa, claro.
Estava eu na Casa Minhota, conversando com outros que, como eu, passamos parte da tarde neste restaurante, quando um português do retângulo, ao ouvir o meu falar açoriano, pergunta, sabendo já a resposta, se eu era dos Açores e de São Miguel.
Este senhor passou umas férias nos Açores, graças ao nosso saudoso Padre José Maria. Isto já foi há uns anos, mas o homem lembra-se bem das ilhas que visitou e, por exemplo, de ter comido o cozido feito nas caldeiras das Furnas.
Também visitou a Grécia, sempre organizado pelo bom Padre José Maria.
Foi também com o Padre José Maria que eu falei para que houvesse as motas no sábado das festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Gente ruim cai sozinha… pura verdade. Gente boa não é fácil de encontrar… mas… e o Padre José Maria faz parte dessa gente linda e maravilhosa… como as ilhas dos Açores.
«Aprenda a chamar as pessoas pelo que realmente são: colegas, conhecidos, vizinhos. Nem todos são seus amigos. “Amigo” é uma palavra forte, carregada de lealdade e significado. Use-a com sabedoria.» — Ayrton Senna