No coração de Montreal, mesmo ali contíguo à Saint Laurent no número 3959, existe um lugar onde o tempo abranda, os aromas falam português e cada detalhe é pensado como se fosse único.
O lema da casa? Serviço personalizado. Aqui, cada cliente é reconhecido pelo nome, pelos seus gostos gastronómicos e até pela forma como aprecia cada tanino. Porque no Restaurante “Casa Minhota”, a experiência começa muito antes do primeiro prato chegar à mesa.
Fundada em 1978, a Casa Minhota construiu uma história feita de memórias, tradição e elegância. O recente “refresh” do espaço trouxe-lhe uma aura contemporânea, luminosa e sofisticada, sem nunca trair a sua essência bem portuguesa.

A garrafeira, outrora reservada apenas a quem serve, assume agora o papel de cenário principal da sala. Um pano de fundo imponente onde repousam rótulos escolhidos a dedo, prontos a revelar carácter, corpo e personalidade em cada copo.
Há restaurantes que seguem tendências. A Casa Minhota segue convicções. Como diz o Darcy, o rosto maior deste espaço: “em prato que vence não se mexe”. E assim, a ementa mantém-se fiel às raízes, celebrando aquilo que Portugal tem de melhor.
As sopas chegam como um abraço. Caldo verde, canja reconfortante, creme de espinafres delicado, sopa de legumes ou de marisco… cada dia traz uma nova sugestão, mas todas transportam para memórias de infância; para mesas de família onde o tempo era medido em conversas demoradas.
Na cozinha, três cozinheiros de mão cheia trabalham com mestria e paixão, preparando cada prato ao gosto de quem se senta à mesa. Porque aqui, o cliente não se adapta ao prato, o prato adapta-se ao cliente.
O bacalhau surge lascado e “confitado” com rigor, o polvo revela-se tenro e perfeitamente equilibrado, as carnes apresentam-se suculentas e cheias de sabor. Os mariscos e peixes frescos chegam com o perfume do Atlântico e o respeito absoluto pela tradição portuguesa. As entradas são um desfile tentador (variadas, generosas) impossíveis de escolher sem hesitação. E as sobremesas? Uma verdadeira viagem ao país natal, onde cada colherada sabe a casa.
Mas a Casa Minhota é mais do que gastronomia. É encontro! É partilha! É o café servido com tempo; é a conversa espontânea entre mesas; é o sorriso genuíno de quem recebe. O Darcy, o Zé Manel, o Rodrigo e toda a restante equipa não apenas servem, acolhem. Fazem sentir que ali, naquele espaço elegante e caloroso, somos parte de uma família.
Num mundo apressado, a Casa Minhota mantém o luxo mais raro de todos: tempo, atenção e autenticidade. Não é apenas um restaurante. É um espaço familiar onde Portugal se reinventa, todos os dias, em pleno Montreal.
