Foi algo admirado que constatei o regresso da jornalista Sara de Melo Rocha num qualquer noticiário da CNN Portugal. Surgiu, de facto, expondo a violação dos Direitos Humanos na Venezuela de Maduro, mas a verdade é que nada referiu sobre a mesma situação, mas nos Estados Unidos.
Sem estranhar, constatei que a jovem e bela Sara nada disse, por exemplo, sobre as condições prisionais na tal estrutura em que foram colocados o Presidente Nicolás Maduro e a sua corajosa mulher: violência por parte de detidos, mas também por guardas que aí trabalham; perda frequente de energia elétrica, com as temperaturas a atingirem valores negativos; etc.. Perante os Estados Unidos, o que se impõe é o medo.
Ora, como se sabe, Portugal dispõe de uma mui qualificada estrutura diplomática, mormente ao nível dos seus embaixadores. Muitos destes encontram-se já jubilados, sendo usual, perante circunstâncias críticas, surgirem nas nossas televisões, comentando os acontecimentos em curso no mundo.
Acontece, como tem podido ver-se, que esses nossos mais referentes embaixadores simplesmente não surgiram nos ecrãs perante o singularíssimo episódio do rapto do Presidente Maduro, mas também o de sua mulher corajosa. E tudo isto na sequência de uma invasão dos Estados Unidos a um Estado soberano, como realmente continua a ser a Venezuela!
Simplesmente, isto, no dia de hoje, é já pouco, porque as ameaças já se vêm estendendo à Colômbia, a Cuba, ao México e… à Dinamarca, por via da sua Gronelândia. E esta, como Trump, Vance, Rubio e Miller já disseram, irá parar às mãos dos Estados Unidos. A bem ou a mal. Bom, caro leitor: fabuloso!!
O interessante, no meio de tudo isto, é que os nossos jornalistas e comentadores se deitaram a apontar a Federação Russa como um Estado imperialista, desrespeitador do Direito Internacional Público, mas (quase) nada dizem deste imperialismo objetivo dos Estados Unidos. E isto depois de Trump ter exposto, publicamente, que le Droit International c’est lui… O que se dizia de Salazar, Marcelo e do Estado Novo, e como agora se come e cala com Trump, assim como se bebe um copo de água…
Por fim, uma notinha: que é feito de Mário Crespo, cujas intervenções não perco nunca, mas que já não é visto há mais de uma semana em nossas casas? Perante quanto está a dar-se no mundo, assistir a tantas e tão tamanhas ausências é algo que tem de causar estranheza.
E, vá lá, O PRINCÍPIO DA INCERTEZA da passada semana lá se determinou a tratar, em exclusividade, as bestialidades de Trump, mas será que voltará a fazer o mesmo no domingo que se aproxima, agora já com a Gronelândia na mira de Trump?
GRAÇA E CORAGEM… A Venezuela e o Ressurgimento de Sara se Melo Rocha
