A violência


Eu sou contra este flagelo em que vivemos. O sofrimento, por vezes, torna absolutamente necessário empregar a violência contra a violência, para conseguir que sobrevivam, na face da Terra, certos princípios que são essenciais à nossa vida de homens civilizados.
Precisamos de aprender a viver melhor com as nossas próprias contradições, com as dos outros e com as da vida. A neutralidade é impossível: na hora em que nasce, o homem entra na História; desde o primeiro minuto de vida começa a sentir pressões de toda a sorte.
O acto de nascer é um compromisso que outros assumem tranquilamente em nosso nome e do qual jamais podemos fugir, nem mesmo pelo abandono voluntário da vida.
O mundo está num impasse em que não sabemos o que nos espera a curto ou a longo prazo. Lutamos por liberdades tais como o pensamento e a palavra. Vivemos num sistema político, social e económico que está a ser devorado pelas suas próprias contradições.
O capital acende uma vela a Deus e outra ao diabo. Se o negócio for financeiramente vantajoso, o homem de negócios será capaz de vender ao pior inimigo a arma com que este, amanhã, o pode matar.

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