Caros leitores,
Hoje, 31 de dezembro de 2025, estou em Ponta Delgada com a conversada. Viemos jantar ao nosso apartamento, na rua Nicolau Sousa Lima, nome de um empresário histórico açoriano.
São sete horas da noite e, daqui a pouco, estamos a entrar em 2026. Já agora, desejo-vos um Ano Novo cheio de saúde, amor e água fresca — o resto compra-se.
Como escrevi no ano passado, estamos aqui em Ponta Delgada só de passagem. No dia 8 de janeiro seguimos rumo a Portimão, no Algarve, onde ficaremos até finais de março.
Ponta Delgada está linda, toda enfeitada, com aquele perfume das festas. No ano passado estive em Lisboa, no Terreiro do Paço, na passagem do ano; hoje é na cidade onde me vi nascer… que alegria estar aqui, com este cheiro que só os Açores têm.
Desculpem-nos os nossos leitores do retângulo português, mas é preciso vir cá para sentir os Açores — e nunca mais esquecer que por aqui se passou.
Comecei a escrever estas coisinhas no ano passado e hoje, 4 de janeiro, estou a finalizar a escrita. Ontem, eu e a conversada fomos jantar com amigos e antigos colegas do Liceu Nacional de Ponta Delgada, na Baía dos Anjos, e depois ouvir música tocada pelo conjunto de Lisboa, 69 Graus: só três membros, mas que talentosos — viola, baixo, solo e bateria — que nos deliciaram com música dos anos 60 e 70, dos tempos em que andávamos a estudar.
A passagem do ano foi na baixa de Ponta Delgada, com música e um fogo-de-artifício maravilhoso.
Terça-feira é Dia de Reis, uma festa linda, com um cortejo que percorre a cidade da Ribeira Grande. Claro que eu e a conversada vamos lá estar para assistir a estas bonitas festas, ver raparigas e rapazes todos limpos e escabelados, prontos para participar neste cortejo dos Reis.
Por agora é tudo. Voltarei a escrever de Portimão, no Algarve, onde se produzem das melhores laranjas do mundo.
“Guarde apenas o que for necessário.
A vida não funciona na base de exageros.
Leve consigo o que lhe traga felicidade e paz.
O resto são apenas detalhes.”
Vinicius de Moraes
Coisas do Corisco
