Talvez o leitor recorde ainda o texto que escrevi na sequência do homicídio de Nuno Loureiro, que trabalhava no MIT, por um colega de curso no seu tempo de aluno do Instituto Superior Técnico. Logo por essa altura existiram dois dados que se me mostraram estranhos. Por um lado, a explicação, pouco lógica e usual ao nível em causa. E, por outro lado, o que depois se veio a ver: nunca mais se falou do tema, nem das suas possíveis causas. Bom, achei estranho…
Embora possa também parecer estranho, vale a pena referir aqui duas outras, ambas passadas ao cinema: OS SEIS DIAS DO CONDOR e O BARCO ESPIÃO, este exibido na nossa RTP 2, ainda no tempo do preto e branco. Muito provavelmente, aí pelo final do tempo do Bloco Central.
É verdade que se trata de duas obras, e da respetiva passagem ao cinema, mas o que realmente se dá é que tais casos podem sempre passar-se na vida dos Estados e de cada um de nós. Sobretudo, nos que realmente comandam o mundo que temos. De resto, o tempo que passa está a mostrar (e à saciedade!) que tais realidades estão mesmo presentes nas relações entre os Estados.
A estes dois casos junto o do desaparecimento da jovem britânica no Algarve, já lá vão muitos anos. Uns bons meses depois, o líder da polícia britânica, instado por jornalistas, salientou que os Estados Unidos deteriam provas fotográficas, obtidas de modo sistemático, e que estas poderiam mostrar quem tinha ido ao quarto, retirando a menina naquela noite.
Perante isto, certo ministro britânico, logo no dia seguinte ao desta explicação, referiu que tal era possível, mas que a competência de tratar o caso com os Estados Unidos era do Governo britânico. Bom, o exercício dessa prerrogativa, todavia, nunca veio a ser operado até aos nossos dias. E, como facilmente se percebe, existiram razões para que as coisas tenham sido assim.
Se tal se tivesse dado, o mundo passaria a saber que os Estados Unidos, através da sua NSA, espiam o mundo quase na sua totalidade, e a uma cadência de frequência muito elevada. É claro que já se sabe ser esta a realidade, mas a verdade é que nunca, afinal, foi tal assumido no plano material.
Também tive já a oportunidade de expor o meu modelo explicativo para o desaparecimento do avião ligado ao voo MH 370. Perante este meu modelo, percebe-se que o mesmo bem poderá estar certo, mas o que não existe é o reconhecimento da referida realidade. E o mesmo se passa, por exemplo, com o as mortes de Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa, tema cujo conteúdo da obra de Alexandre Patrício Gouveia simplesmente mereceu um quase completo silêncio em Portugal, o que tem um naturalíssimo significado. Mas vamos, então, ao caso das mortes, ou desaparecimentos, dos tais cientistas norte-americanos, ou de cidadãos que trabalhavam em estruturas de grande importância para aspetos situados na fronteira do conhecimento da ciência norte-americana, ligados à segurança dos Estados Unidos.
Em primeiro lugar, é essencial perceber-se que o caos está bem presente no seio de toda a sociedade norte-americana. Esta realidade, naturalmente, gera um sentimento de amplo grau de liberdade dos cientistas, ou de outros funcionários, que têm surgido mortos ou desaparecidos. Ainda assim, continuam a existir alguns mecanismos de tomada de conhecimento sobre em que estado está a fronteira do conhecimento nos diversos setores.
Acontece o que se pode perceber, por exemplo, na obra CONVERSAS COM UM MATEMÁTICO, publicada pela Gradiva: as ideias, para lá de nem sempre se suportarem em dominância ampla do saber, podem, muitas vezes, surgir por acaso, em plena rua. Depois, os que assim se veem prendados deitam-se a desenvolver as ideias que viram surgir ao seu pensamento. Ora, se tal realidade se der com quem chegue, por mero acaso, à descoberta de algo que pode até nada ter que ver com a sua área de trabalho, mas que esteja na fronteira do conhecimento e seja ainda um segredo de Estado, num grande Estado liderante do mundo pode ter de ser resolvido por via de sequestro, ou de homicídio. E é por aqui que alinho a minha análise a este fenómeno norte-americano. E note o facto de estes casos, já com muito tempo, só agora virem a público…
Por fim, convém olhar bem o diálogo final do primeiro filme citado ao início, em que o jovem também descobrira, por acaso, certa realidade passada no seio da CIA. O superior hierárquico, prestes a desaparecer da circulação, explicou-lhe: você é tolo, porque hoje é o petróleo, ou o ouro, ou os diamantes, mas amanhã será a água, ou a areia, ou qualquer outra coisa! E concluiu: não consegue perceber que a sua descoberta não vale nada?! Mas, enfim, vamos agora esperar mais um pouco, dada a amplitude pública que o caso já atingiu.
UM REGRESSO EM GRANDE: A Recente Notícia Sobre Cientistas Americanos
