De 9 a 217 atletas: o sonho que transformou uma escola de futebol num movimento internacional


Projeto fundado por José Luís Timóteo leva centenas de jovens atletas do Canadá a competir na Europa e continua a crescer com o lema de não deixar ninguém para trás.
O que começou como uma pequena iniciativa é hoje um dos maiores projetos de formação ligados ao futebol entre jovens no Canadá. A Escola de Futebol em Montreal, Canadá (Ecole Sportive Montreal Canadá) nasceu em 2010 da visão e determinação de José Luís Timóteo. Na altura, eram apenas 9 atletas a dar os primeiros pontapés numa aventura que poucos imaginariam que atingiria tamanha dimensão.
Passados mais de quinze anos, a realidade é bem diferente. A escola conta atualmente com 217 atletas, um crescimento que reflete não apenas a paixão pelo futebol, mas também o trabalho contínuo de formação, organização e dedicação de toda a equipa técnica.


Desde cedo o projeto assumiu uma ambição internacional. Entre 2010 e 2016, os jovens atletas participaram no prestigiado “Mundialito” do Algarve, torneio de referência no futebol de formação realizado em Portugal. Apesar de a competição ter sido entretanto extinta, o espírito competitivo e a vontade de proporcionar experiências internacionais aos atletas manteve-se.
Hoje, a escola prepara-se para mais um grande desafio: a participação num importante torneio em Vila-seca i Salou, em Espanha.
Depois da gala de apresentação oficial dos atletas e equipas que vai realizar se no dia 21 de Março na grande sala Renassance em Montreal, a comitiva inicia a viagem rumo à competição. 373 pessoas partem a 27 de março, seguidos de 29 elementos do staff no dia 28. Outros participantes juntar-se-ão posteriormente, viajando de forma individual.


No total, cerca de 420 pessoas ficarão alojadas no hotel reservado para a organização e equipa técnica, numa operação logística que demonstra bem a dimensão que o projeto alcançou.
Em declarações à nossa reportagem, José Luís Timóteo destacou com orgulho o crescimento da escola, mas deixou também uma reflexão: “gostaria de ver uma participação mais ativa de jovens de origem portuguesa”.
Sendo português e apaixonado pelo desporto-rei, considera fundamental que os pais incentivem os filhos a praticar mais atividade física.
“Hoje é preciso dar mais bola e menos consola às crianças”, afirma.
O processo para integrar a escola é simples. As seleções realizam-se em setembro, seguindo-se treinos e jogos amigáveis entre outubro e final de março. A partir dessa fase, os atletas têm a oportunidade de participar em estágios e torneios internacionais.
A participação envolve apenas um valor residual, permitindo que o maior número possível de jovens tenha acesso ao projeto.
Mais do que formar jogadores, a Escola de Futebol do Canadá quer formar pessoas. O princípio que orienta todo o trabalho é claro e resume o espírito da instituição:
não deixar ninguém para trás e dar oportunidade a todos os que amam o futebol.
O Palco de Estrelas vai acompanhar a Grande Gala na noite de 21 de Março.

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