O ano de 2020 ficará marcado na história mundial como um período de grandes desafios e transformações. A humanidade enfrentou uma das maiores crises sanitárias do século com a propagação da doença COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. A pandemia teve início no final de 2019 na cidade de Wuhan, na China, e rapidamente espalhou-se pelo mundo, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar oficialmente uma pandemia em março de 2020.
Governos de vários países adotaram medidas sem precedentes, como confinamentos, restrições de viagem, encerramento de escolas e comércio, além da implementação do trabalho remoto. A economia global sofreu fortes impactos, com milhões de pessoas enfrentando desemprego, incertezas financeiras e mudanças profundas na forma de viver e trabalhar.
Ao mesmo tempo, 2020 foi também um ano de mobilização social. Nos Estados Unidos, a morte de George Floyd desencadeou protestos massivos contra o racismo e a violência policial, fortalecendo o movimento Black Lives Matter em diversas partes do mundo.
O ano de 2020 representou um dos períodos mais desafiantes para o jornalismo da comunidade portuguesa em Montreal. A crise provocada pela pandemia de COVID-19 transformou profundamente a forma como a informação era recolhida, produzida e divulgada. Repórteres, fotógrafos e editores tiveram de se adaptar rapidamente a uma realidade marcada por confinamentos, restrições de circulação e distanciamento social.
As redações viram-se obrigadas a reinventar o seu funcionamento. Muitas passaram a trabalhar remotamente, utilizando ferramentas digitais para continuar a produzir notícias em tempo real. A impossibilidade de realizar entrevistas presenciais, cobrir eventos ou deslocar-se livremente tornou o trabalho de investigação mais difícil e exigente.
