A Capela do Mosteiro das Clarissas, na freguesia das Calhetas, foi pequena para acolher as muitas pessoas que quiseram participar na Missa Solene em honra de Santa Clara.
A celebração foi presidida pelo Frei Luís de Sousa, tendo concelebrado o P. Carlos Simas, Ouvidor da Ribeira Grande; o P. João Chaves, Capelão das Clarissas; o P. Manuel Galvão, Pároco das Calhetas; o P. Horácio Dutra, Pároco de Santo António e Santa Bárbara; o P. Ruben Sousa, Pároco da Ponta Garça e Ribeira das Tainhas; o P. Marco Luciano, Pároco da Vila de Rabo de Peixe; e o Diácono Artemísio Nascimento, da Ouvidoria de Vila Franca.
Aquele lugar é um verdadeiro oásis…
Ao celebrarmos Santa Clara, também não podemos deixar de olhar para uma realidade que nos inquieta: a falta de vocações.
As nossas comunidades religiosas estão envelhecidas. Muitas das irmãs que hoje admiramos e agradecemos carregam já muitos anos de vida, de oração, de sacrifício e de fidelidade.
Quem virá depois?
Quem continuará a rezar atrás daquelas grades?
Quem continuará a fazer daquele Mosteiro uma casa de oração?
Quem continuará a manter vivo aquele silêncio que tantas vezes diz mais do que mil palavras?
Neste dia de Santa Clara, mais do que lamentar a falta de vocações, precisamos de rezar por elas.
Oxalá Santa Clara interceda para que o Senhor continue a chamar.
Oxalá haja jovens capazes de escutar essa voz no meio do barulho do mundo.
E oxalá nunca deixemos morrer este oásis das Calhetas.
Porque enquanto houver uma mulher a rezar, uma vela acesa diante do sacrário e uma comunidade a acreditar, há esperança.
Santa Clara, um Oásis de Silêncio, Oração e Esperança…
