Olá, andorinhas queridas,
Tenho que vos falar esta semana da 13.ª edição do Festival Internacional de Portugal de Montreal. Como sou professora de profissão, sabem que tenho um enorme amor e apreço pela juventude e por tudo o que motiva os miúdos lusófonos a seguir em frente.
Tenho de agradecer ao Joe Puga e à Maria João Sousa, que organizam tudo isto com voluntários e outras pessoas que oferecem gratuitamente o seu tempo à nossa comunidade, promovendo a música, a arte e a literatura. Claro que também havia petiscos deliciosos para reunir os nossos de uma forma carinhosa e original. As bifanas, temperadas à moda do Porto, eram uma delícia! O meu canadiano de olhos azuis e eu gostámos muito de comer à sombra, numa mesa com uma senhora que depois nos agradeceu por termos comido junto dela, para não estar sozinha.
Lá fui eu ajudar a Annie Sene a dinamizar um ateliê de arte para os meninos e meninas na cave da Missão Santa Cruz. Ali já tinha visto o Mike Rita atuar com a sua comédia e também dancei, na minha infância, no Grupo Folclórico Cantares e Bailares da Casa dos Açores do Quebeque.
Agora, a Annie Sene preparou pinturas e materiais para um ateliê destinado aos miúdos. A coordenadora, Maria João Sousa, foi buscar materiais artísticos para apoiar a Annie Sene e incentivar os mais novos a desenvolverem a sua criatividade, cada um à sua maneira.

Lá estava a Zoe Valente com a sua mãe, uma antiga aluna minha da Escola Bancroft, e a Mia Barbosa, também acompanhada, entre outros lindos meninos, para fazer arte, cortar papel e criar belas obras juntamente com a Annie Sene. Eu adorei tirar fotografias de tudo aquilo e ver a Annie Sene a organizar tudo e a rir-se com ela. Como jornalista, salto de um lugar para o outro como uma borboleta, para animar e dar vida aos momentos, e adorei estar na presença de tantos artistas, jovens e menos jovens.
Fiz também amizade com a Mia Ferreira, de 14 anos, que vocês não conhecem porque estava vestida como o Galinho de Portugal, que todos nós conhecemos. A filha do Sylvio Martins, Catarina Martins, estava ocupadíssima a servir comida, e esse é apenas o ponto de partida da forma como o Festival apoia a juventude lusófona, ajudando-a a alcançar todo o seu potencial.
Também não posso esquecer o Andy Cerqueira e a Martinha, que animaram o palco de uma forma espetacular, como só eles conseguem fazer. Ao longo dos três dias do festival, contagiaram todos com a alegria e a energia que tanto apreciamos.
O Bryan Alexandre Melo, vencedor da Voz do Festival 2025, deu um excelente concerto, no qual interpretou algumas das nossas canções preferidas de Jorge Ferreira. Também atuaram a Cataleya Correia, de apenas 12 anos, e o Kenny Carreiro Tavares, que apresentaram as suas canções originais e partilharam o seu talento connosco. Eu até dei um ou dois passos de pimba com o manager da Martinha, entre uma conversa e outra, sempre a rir com a Joaquina Pires.
É sempre um prazer ver o famoso Bryan rodeado pela sua família, que tanto o apoia. Nenhum jovem consegue avançar sem esse amor que leva os nossos mais longe- não sozinho, mas acompanhado, ao encontro do futuro. Adoro!
Não consigo descrever todo este sentimento em palavras, mas as fotografias descrevem a alegria, a arte e a música que todos tivemos o privilégio de desfrutar durante este fim de semana entre nós.
