E DEPOIS? Se as Sagradas Pensões Diminuírem, Montenegro diz que Sai


Naturalmente, não gastei o meu tempo com o congresso do PSD, que hoje terminou, creio que em Anadia. O pouco que conheci do encontro chegou-me pelos noticiários correntes. E uma das informações que me chegaram foi a tirada de Luís Montenegro, a cuja luz se demitirá se as pensões vierem a ser diminuídas. É um tema que já tratei há dias, sendo conveniente ler esse meu texto e perceber como o ser e o não ser podem confundir-se…
Os portugueses conhecem bem a estrutura do Governo de Portugal, e que o mesmo é liderado por Luís Montenegro. Significa isto que o Conselho de Ministros, naturalmente, não poderá passar por sobre a determinação política do Primeiro-Ministro, que é quem o lidera.
Ou seja: para Luís Montenegro se demitir, por virem a ser as pensões diminuídas, bom, é porque o próprio Primeiro-Ministro com tal medida concordaria.
Nestas circunstâncias, Luís Montenegro demitir-se-ia. Simplesmente, as pensões ficariam, portanto, diminuídas. E ele, como se sabe, lá iria trabalhar para um excelente lugar, altamente remunerado. A coisa seria de tal ordem, que talvez até surgisse por aí uma petição para se conseguir um bom apoio social dos portugueses a um tal pobre desempregado…
As palavras de hoje de Luís Montenegro mostram esta realidade simples de perceber: ele admite que as pensões possam vir a ser diminuídas, mesmo sendo sagradas, como tem vindo a dizer, apenas garantindo que, numa tal situação, se demitirá. E então? Se admite que alguém poderá mandar mais do que ele, neste domínio das nossas pensões, o que deve fazer, de facto, é demitir-se!! Só que nós ficaremos com as pensões diminuídas…
Como o leitor facilmente compreenderá, o que ele ali nos disse é que as pensões poderão vir a diminuir, apesar de dizer que as considera sagradas, com a garantia de que, numa tal situação, se demitirá.
E isso irá repor as tais pensões?
Claro que não! E depois, ele lá irá demitir-se, mas para seguir para uma qualquer choruda função e altamente remunerada. Portanto, caro leitor, releia o meu texto anterior, pense um pouco, recorde a recente decisão do Chega de André Ventura, e conclua de um modo elementar e garantidamente certo. Só não percebe quem realmente não quiser.